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terça-feira, 17 de abril de 2012

Microcefalia

Causas e tipos

A microcefalia é provocada por uma insuficiência no desenvolvimento do crânio e do encéfalo, que dá origem a um crânio de tamanho reduzido e a um cérebro inferior ao normal. Embora possa ser provocada por várias situações, é possível distinguir dois tipos de microcefalia.
A microcefalia primária é provocada por uma anomalia genética. Trata-se de um defeito congénito que, embora seja muito pouco frequente, é muito grave, pois provoca um escasso desenvolvimento cerebral, que em alguns casos pode provocar a morte do paciente. Apesar de as crianças afetadas terem um crânio pequeno, com dimensões semelhantes às do maxilar inferior, as orelhas e o nariz são proporcionalmente muito grandes.
A microcefalia secundária pode ser provocada por várias perturbações. Em alguns casos, pode ser originada por um defeito no desenvolvimento embrionário consequente de várias infecções sofridas pela mãe ao longo da gravidez (rubéola, toxoplasmose) ou por uma exposição a radiações ionizantes durante os primeiros meses de gestação. Nos outros casos, o problema é provocado por uma fusão prematura dos ossos do crânio (craniosinostose), de causa desconhecida, relacionada com outros defeitos congénitos ou consequente de doenças ósseas como o raquitismo.

Consequências

As repercussões da microcefalia são distintas, estando essencialmente dependentes do insuficiente desenvolvimento do cérebro, não obstante este seja diretamente provocado por um defeito no desenvolvimento embrionário ou consequência da sua impossibilidade em se expandir, como normalmente ocorre durante a primeira infância.
A microcefalia primária costuma provocar hipertonia muscular generalizada, paralisia, crises convulsivas e atraso mental.

As consequências da microcefalia secundária dependem do tipo e gravidade da malformação. Como as funções cerebrais estão, na grande maioria dos casos, pouco desenvolvidas, esta situação provoca um atraso mental profundo. Por vezes, caso apenas seja afetado o desenvolvimento de um hemisfério cerebral, acaba igualmente por provocar um atraso mental, apesar de as perturbações motoras serem unilaterais.
Como não existe tratamento, a ação terapêutica destina-se aos casos em que a fusão dos ossos cranianos é precocemente detectada, devendo-se realizar uma intervenção cirúrgica, nos primeiros meses de vida, para separar os ossos do crânio, cortar as extremidades unidas e separar as lâminas ósseas, podendo reduzir as sequelas.

domingo, 15 de abril de 2012

30 HORAS DA ENFERMAGEM

São Paulo comparece em peso na Marcha pelas 30 horas


Fonte: 
COREN-SP
O Fórum Estadual 30 Horas Já, do qual o COREN-SP participa, marcou presença nesta quarta-feira da grande manifestação em prol da jornada de 30 horas para profissionais de enfermagem na Esplanada dos Ministérios. Foram enviados 16 ônibus. O presidente do COREN-SP, Prof. Dr. Mauro Antonio Pires Dias da Silva, avalia a participação da comunidade de enfermagem como extremamente positiva, qualitativa e quantitativamente e reafirma o compromisso do órgão com a causa.

Conselheiros do COREN-SP
Além da marcha pela manhã, que contou com 7 mil participantes, de acordo com a Polícia Militar, e da participação na audiência pública pela tarde, o presidente do COREN-SP, junto da conselheira do COREN-SC, Dra. Denise Elvira Pires de Pires, percorreu gabinetes de lideranças para reafirmar a necessidade de incluir o projeto de lei na pauta de votações do Plenário.

Presidente do Cofen, Dr. Manoel Carlos Neri, e (à direita, também de verde) o presidente do COREN-SP, Dr. Mauro Antonio Pires Dias da Silva, sobre o caminhão de som da manifestação
Na audiência pública, realizada por sugestão da FNE (Federação Nacional dos Enfermeiros), o presidente, deputado Anthony Garotinho, destacou novamente a necessidade de amplo apoio parlamentar para que o projeto seja votado.
A posição dos parlamentares e do governo é a de apoio, mas a proposta sofre resistência do lobby dos empresários de hospitais e instituições filantrópicas, que alegam que a medida seria nociva para eles. De acordo com os parlamentares, é preciso o apoio de lideranças dos partidos, para iniciar a votação do projeto, dos deputados federais para aprovar o projeto, e do poder executivo, para que a presidente sancione a lei sem vetos. Para isso é preciso que o ímpeto das manifestações se traduza em uma pressão constante.

Manifestantes em frente ao Palácio do Congresso Nacional, em Brasília-DF
O projeto de lei tramita há 13 anos no Congresso Nacional, 12 deles na Câmara dos Deputados. Neste ano, o presidente da Câmara já havia prometido em reunião de líderes que incluiria a matéria para votação. Mas Medidas Provisórias, que recebem prioridade, impedem que outras leis sejam votadas.
Por proposta de Anthony Garotinho, os manifestantes formaram uma comissão para colher a assinatura das lideranças de partidos. Ao fim da audiência, o presidente da Câmara, deputado Marco Maia, recebeu delegação representativa das entidades em seu gabinete

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Aborto em caso de anencefalia deixa de ser crime

Em uma decisão por ampla maioria, com 8 votos a favor e 2 contra, o Supremo Tribunal Federal decidiu permitir a interrupção da gravidez em casos de anencefalia - quando não acontece a formação do cérebro no feto.

Os discursos dos ministros abordaram questões como a definição do início da vida - já que nem a Constituição nem o Código Penal estabelecem quando acontece esse momento. Alguns também argumentaram que o aborto de anencéfalos estaria contemplado no Código Penal se na década de 1940 - quando ele foi estabelecido - houvessem exames capazes de mostrar essa condição. Muitos ressaltaram o sofrimento da mãe. Também foi destacada a legislação em outros países - 94 permitem o aborto nesses casos.

Ao final da votação, houve uma preocupação por parte dos ministros de estabelecer como será feito o diagnóstico correto. Gilmar Mendes chegou a dizer que "poderão nesse caso, se não legitimarmos a cautela, legitimar verdadeiros açougues".

O julgamento começou na quarta-feira, 11, quando em pouco mais de oito horas de debates, cinco ministros votaram a favor - Marco Aurélio Mello, Rosa Weber, Joaquim Barbosa, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Ricardo Lewandowski se posicionou contra a decisão, e justificou seu voto dizendo que qualquer decisão nesse sentido "abriria portas para a interrupção da gravidez de inúmeros embriões portadores de doenças que de algum modo levem ao encurtamento da vida". O ministro Antonio Dias Toffoli não votou, pois no passado, quando era advogado-geral da União, manifestou-se favorável à interrupção da gravidez no caso de anencéfalos.

No primeiro dia , Marco Aurélio Mello foi o primeiro a declarar o voto. Ele é o relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamenta (ADPF) 54, proposta em 2004 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde, e iniciou a sessão às 9h50 com a leitura de estudos e pesquisas sobre a anencefalia. Segundo o ministro, “a gestação de feto anencéfalo representa um risco à mulher e cabe a ela, e não ao Estado, sopesar valores e sentimentos de ordem privada, para deliberar pela interrupção, ou não, da gravidez”.

Para a ministra Cármen Lúcia, "a interrupção da gravidez nesses casos não é criminalizável". Tal opinião complementa o discurso de Luiz Fux, que falou pouco antes e afirmou que “a interrupção da gravidez tem o condão de diminuir o sofrimento da gestante”.

No segundo dia de julgamento , que durou pouco mais de seis horas, os ministros Carlos Ayres Britto, Gilmar Mendes e Celso de Mello se mostraram favoráveis à interrupção da gravidez. O presidente do STF, Cezar Peluso, foi o segundo voto contrário. Ele fez uma ampla defesa do feto à vida

Segundo Ayres Britto, "à luz da Constituição não há definição do início de vida, nem à luz do Código Penal. É meio estranho criminalizar o aborto sem a definição de quando começa essa vida humana.". Gilmar Mendes lembrou que a situação da gravidez de um anencéfalo tem relação com as duas condições em que hoje o aborto é permitido, pois tanto leva a riscos à saúde da mãe, quanto causa danos psíquicos - como nos casos de gestação resultante de estupro. Celso de Mello concluiu seu voto confirmando "o pleno direito da gestante de interromper a gravidez de feto comprovadamente portador de anencefalia".

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Entendendo a Esquizofrenia

Esquizofrenia é uma doença que afeta o cérebro nas funções ligadas ao pensamento, emoções, percepções e comportamento.
A palavra esquizofrenia significa mente dividida, sendo criada pelo psiquiatra suíço Eugem Bleuler em 1911.
A esquizofrenia é uma doença que afeta a toda estrutura vivencial do indivíduo.
Em termos sócio-culturais o portador de esquizofrenia representa o estereotipo do "louco", um indivíduo que produz grande estranheza social devido ao seu afastamento da realidade reconhecida pela maioria.
Aproximadamente 1% da população é portadora de esquizofrenia, ou seja, no Brasil há em torno de 1.800.000 pessoas esquizofrênicas.
O início do quadro de esquizofrenia é geralmente em torno dos 20 anos, com outro pico de incidência em torno dos 40 anos.
Não existe diferença entre sexos, raça ou camada social.
A esquizofrenia traz graves prejuízos ao paciente, principalmente sem tratamento.
A esquizofrenia pode manifestar-se na forma de surtos psicóticos: períodos de grande agitação, desorganização do comportamento e geralmente marcados por alucinações auditivas e delírios de perseguição.
Entre os surtos psicóticos pode haver restauração do comportamento normal, mas tendência é deterioração do quadro, evoluindo para isolamento social e perda de contato com a realidade.
Existem diversas tipos de esquizofrenia, cada uma com sintomas e apresentações próprias.

Tipos de esquizofrenia

Apesar desta classificação, é bom destacar que os pacientes esquizofrênicos nem sempre se encaixam perfeitamente numa de estas categorias, podendo haver sobreposição de sintomas no decorrer do tempo.
Esquizofrenia tipo paranóide
Este tipo de esquizofrenia é o mais comum. O paciente com este tipo de esquizofrenia tem sintomas de alucinações e delírios de perseguição.
Este tipo possui melhor resposta ao tratamento e por isto melhor prognóstico.
Esquizofrenia tipo hebefrênica
Neste tipo os pacientes tornam-se “abobados”, desorganizados, apresentando pensamentos sem lógica e com pouco conteúdo.
Esquizofrenia catatônica
É pouco comum. Apresenta como uma grande redução dos movimentos, até imobilidade completa.
Esquizofrenia residual
Este termo é usado para se referir a uma esquizofrenia que já tem muitos anos e com muitas seqüelas.
Esquizofrenia simples
Aparece lentamente, normalmente começa na adolescência com emoções irregulares ou pouco apropriadas, pode ser seguida de um progressivo isolamento social, perda de amigos, poucas relações reais com a família e distanciamento afetivo.
 
Uma das únicas interpretações brasileiras da Esquizofrenia foi realizada pelo ator Bruno Gagliasso na novela global Caminho das Índias, onde incrivelmente retratou a Patologia com muito profissionalismo e veracidade através do personagem Tarso.
confira:
Surto Esquizofrênico de tarso
Tarso surta no velório do tio
 Tarso tem alucinação visual
A história dramática de Tarso, da telenovela da Globo "Caminho das Índias".
Tarso diz que escuta vozes de comando



Sites
www.psicosite.com.br/tra/psi/esquizofrenia.htm
www.entendendoaesquizofrenia.com.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Esquizofrenia